[25|05|2010]
TERMÉLETRICAS NO CEARÁ
MPX já aplicou R$ 1,6 bi em termelétricas do Ceará
As obras da empresa de energia MPX estão dentro do cronograma previsto no Ceará. Já foram aportados R$ 1,6 bi nos projetos e as termelétricas I e II do Pecém começam a operar em 2011 e 2012 respectivamente. Já a usina solar de Tauá sai do papel no próximo ano
A empresa de energia MPX, de propriedade do megainvestidor brasileiro Eike Batista, aposta forte no Ceará. Com projetos diversificados em andamento, sendo duas usinas termelétricas no Pecém e uma solar em Tauá, a empresa já investiu nestas plantas, até março deste ano, cerca de R$ 1,6 bilhão. O progresso das obras é considerado dentro do cronograma previsto.
Segundo informou o diretor de novos negócios e meio ambiente da Companhia, Paulo Monteiro, o Ceará é um estado estratégico para a MPX. ``Começamos a nossa trajetória aqui, em 2001 e, hoje, temos empreendimentos que totalizam R$ 3,88 bilhões``, calculou. No caso das obras das termelétricas, serão gerados três mil empregos até o final do ano, conforme revelou o executivo.
Monteiro disse que a MPX busca no Ceará uma plataforma de geração de energias alternativas, como a solar, eólica e carvão mineral. ``Aproveitamos as potencialidades oferecidas no Estado para diversificar a nossa matriz de geração de energia elétrica``, explicou.
Os progressos são grandes e a Unidade Termelétrica do Pecém I (Energia Pecém), que têm investimentos previstos de até R$ 2,6 bilhões, já está com 62% de sua estrutura concluída. Segundo informa Paulo Monteiro, estão prontos os prédios da Turbina, dos Filtros, além da montagem da estrutura metálica das caldeiras já estar em fase avançada.
Até março, foram investidos R$ 1,18 bilhão no empreendimento Pecém I, que deve gerar 615 Megawattes (MW) de potência para comercialização, com faturamento anual de R$ 491,6 milhões. A empresa conquistou o direito de desenvolver o projeto após leilão realizado em outubro de 2007, quando firmou Contrato de Energia classificado como ``Power Purchase Agreement`` (PPA), que na prática significa um contrato de compra e venda de energia, aceito pela instituição financiadora, em lugar das garantias reais fornecidas pelos investidores do empreendimento.
O prazo de validade do contrato é de 15 anos e o início das operações está previsto para 2011. Haverá ainda financiamento do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), somando mais R$ 1,9 bilhão para a conclusão das obras.
Pecém II
Já a termelétrica Pecém II, que vai gerar 276 MW médios com investimentos totais na ordem de R$ 1,28 bilhão, até março deste ano obteve volume aplicado de R$ 437,5 milhões. O andamento das obras também está adiantado, com 45% do projeto concluído. A previsão é que a operação comece em meados de 2012, com uma receita fixa anual de R$ 233,4 milhões.
Para o Pecém II, o inicio do contrato, que seguiu o mesmo modelo do primeiro empreendimento, é em 2013, com concessão de 15 anos. Quanto a Usina Solar do município de Tauá, de acordo informou a assessoria da MPX, o projeto piloto de geração de 1 MW de energia está orçado em R$ 12 milhões e vai sair do papel no primeiro semestre de 2011.
Também existem projetos em desenvolvimento para geração de 100 MW de energia eólica, mas estes ainda não têm previsão para início das obras.
NÚMEROS
62%
DA USINA USINA TERMELÉTRICA PECÉM I JÁ ESTÁ CONCLUIDA
45%
DO PROJETO PECÉM II JÁ ESTÁ PRONTO
Fonte: Jornal O Povo
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