
Mais R$ 400 milhões serão aplicados pela Fiocruz no Polo Farmacoquímico que será implantado no Eusébio e que vai ocupar uma área de 70 hectares. A área deverá estar pronta em maio de 2011
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai aplicar mais R$ 400 milhões na expansão do Polo Industrial e Tecnológico da Saúde, o Polo Farmacoquímico, que tem implantação prevista para o dia 15 de maio de 2011, no Eusébio. Com a nova área, o espaço a ser ocupado passará de 50 hectares (ha) para 70 (ha). O local vai abrigar organizações e empresas ligadas à pesquisa e desenvolvimento científico na saúde.
Segundo o diretor de desenvolvimento setorial da Adece, Eduardo Diogo, a expansão do terreno servirá para a implantação de um centro de pesquisas da Fiocruz, que será utilizado em estudos sobre vacinas feitas a partir de espécie animal. O projeto é chamado de Bio-Manguinhos e tem parceria com um órgão israelense.
No projeto original, antes da Fiocruz expandir mais 20 (ha), já era previsto o uso de 10 (ha) pela Fundação. “O governador já deu parecer positivo para que seja construído mais um espaço extra”, declarou Eduardo Diogo que lembra que parte da área restante já está reservada para o Centro de Tecnologia da Comunicação Renato Archer, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, com sede em Campinas, e a empresa Isofarma. Esta última já declarou que vai gerar 450 empregos diretos. Outras 13 entidades têm interesse no projeto.
A infraestrutura de telecomunicações, esgoto, energia, água, será fornecida pelo Governo do Estado, segundo Diogo que afirmou que os projetos estão sendo elaborados juntamente com as secretaria da Infraestrutura e do Meio Ambiente. Às empresas interessadas, cabem os custos de implantação. “Um laboratório pode gastar R$ 100 milhões se quiser”, resumiu o diretor da Adece.
As empresas que desejem instalar unidades no Polo Industrial e Tecnológico da Saúde poderão receber até 99% de isenção de Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS). “A desoneração faz parte do Programa de Incentivo a Investimentos Estratégicos, que eleva o desconto de 75% a até os 99% dependendo do caso”, explicou Diogo.
Sobre o andamento do projeto, Eduardo Diogo apresentou a planta detalhada do empreendimento e disse que foi criada, no último dia 2 de junho, uma Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Saúde, que junta todos os atores do processo, para provocar a celeridade do andamento do processo. Ele disse ainda que em 14 de maio ocorreu no Palácio Iracema, uma exposição da Fiocruz sobre o que se pretende fazer no polo.
Fonte: Jornal O Povo