
O evento, realizado em Juazeiro do Norte, é uma preparação para o encontro que acontecerá em Fortaleza, em agosto
Juazeiro do Norte. Pesquisadores, técnicos e representantes de várias instituições participaram, neste município, do Encontro da Rede Clima sobre Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Regional no Semiárido e da Reunião Preparatória para a ICID 2010 no Cariri - Ceará. A finalidade foi consolidar o Núcleo do Semiárido da Sub-Rede Desenvolvimento Regional da Rede Clima e discutir os impactos das mudanças climáticas no território do semiárido, apontando possíveis caminhos para minimizar seus efeitos e criar alternativas sustentáveis.
Além disso, colher subsídios para a II Conferência da Comissão Internacional de Irrigação e Drenagem (ICID+18), e a II Conferência Internacional sobre Clima e Sustentabilidade e Desenvolvimento de Regiões Semiáridas, que acontecerá no mês de agosto, em Fortaleza, com a participação de mais de 20 países. O evento foi encerrado ontem, no auditório da Universidade Federal do Ceará (UFC), campus Cariri.
A atividade da Sub-Rede Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Regional da Rede Clima é coordenada pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), da Universidade de Brasília (UnB), com a colaboração do Laboratório de Estudos Aplicados em Desenvolvimento Regional do Semiárido (LEADERS), da Universidade Federal do Ceará - Campus Cariri.
O Encontro teve como tema central "Mudanças Climáticas, Desenvolvimento e Sustentabilidade: vulnerabilidade e adaptação no território do Semiárido". O evento foi aberto pelo reitor da UFC, Jesualdo Farias. Ele destacou a importância da interiorização da UFC e a relevância dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos no âmbito do semiárido.
O diretor da ICID, Antônio Rocha Magalhães, afirma que o evento em Juazeiro é importante, por fazer parte de um processo mundial de discussão sobre a problemática e as potencialidades das regiões semiáridas do planeta. Em preparação para a reunião em Fortaleza, que terá representantes do governo brasileiro, Nações Unidas e Banco Mundial e outras instituições, acontecem reuniões preparatórias em vários estados.
O diretor destaca as mudanças que tem ocorrido ao longo dos anos no semiárido, principalmente ocasionadas pela pressão do homem. "Isso tem provocado o maior número de mudanças que a gente observa no cotidiano, como a perda de biodiversidade, desmatamento e a sensação de mais secura", diz, além de acrescentar as mudanças climáticas do planeta, que pode alterar o balanço hídrico e disponibilidade de água para a região. "É possível que a sociedade acorde para isso e aprenda a lidar de uma forma mais efetiva com o nosso semiárido".
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Fonte: Jornal Diário do Nordeste