[14|06|2010]
CARCINICULTURA

Câmara setorial busca desenvolvimento

Fazenda de camarão: cadeia produtiva é representada em câmara que discute necessidades do setor


Em meio a todas as mudanças sofridas na carcinicultura no Estado, a criação, há cerca de dois anos, de uma câmara setorial destinada ao segmento reforça a sua importância e o potencial para contribuir com o desenvolvimento da economia local.

É o que destaca o presidente da Associação Cearense dos Produtores de Camarão (ACCC), Cristiano Maia, que também preside a Câmara.

"A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Camarão é um importante ambiente institucional, onde os empresários e o governo têm a oportunidade de dialogar acerca das sugestões, propostas e projetos para melhorar a atividade no Ceará", avalia. "Seus integrantes atuam em conjunto, visando a identificação de gargalos e a proposição de soluções", emenda.

Segundo Maia, trata-se de um órgão consultivo, vinculado à Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), com a finalidade de apoiar e acompanhar projetos e ações, visando o desenvolvimento sustentável dos carcinicultores cearenses.

Cadeia produtiva

"A Câmara é composta por representantes que compõem sua cadeia produtiva, incluindo os segmentos da produção e de serviços e o setor público. Ao todo são 25 representantes, entre secretarias estaduais, universidades, o Sebrae, produtores, Ibama, instituições financeiras e Assembleia Legislativa", explica o empresário.

De acordo com eles, alguns avanços foram conseguidos por meio da atuação da Câmara, a exemplo da negociação com a Cogerh (Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos), que estabeleceu um valor para água fornecida para a atividade. "Tivemos uma economia de 90% sobre o valor anteriormente cobrado", conta.

Além disso, por meio do órgão, criou-se uma lei discutida na Assembleia Legislativa estadual para disciplinar como deve ser feito os licenciamentos das fazendas, assim como viabilizou-se estudos físico-químicos da água utilizada na criação e todo o apoio logístico da cadeia para agilizar a produção e a distribuição, que hoje é feita para o exterior via Porto do Pecém e para o País por meio de estradas estaduais e federais em caminhões frigoríficos. "Mas ainda o que se fazer a fim de que se possa melhorar as estradas federais", argumenta.

 

Fonte: Jornal Diário do Nordeste


Ver todas as notícias