[18|06|2010]
AQUICULTURA

Ceará lidera o consumo de tilápia no País

No Estado existem 125 açudes, 100 empresas e 500 produtores em atividade. Ao todo, são seis polos produtores: Orós, Castanhão, Fortaleza, Pentecoste, Sobral e Banabuiú

O Estado consome as 20 mil toneladas anuais que produz e ainda necessita importar de outros estados

O Ceará é o maior consumidor de tilápia do País. Cerca de 20% de tudo que é produzido do pescado no Brasil é absorvido pelos cearenses. As 20 mil toneladas que são cultivadas no Estado por ano são direcionadas para atender o mercado interno, que ainda importa parte do produto. Com o potencial hídrico local, se bem explorado, poderia atingir uma produção de 240 mil toneladas por ano.

De acordo com Leonardo Cericato, coordenador de território para a região Nordeste no setor de aquicultura da Intervet Schering Plough, empresa que fabrica e comercializa ampla gama de medicamentos e serviços veterinários "atualmente, a tilápia é o carro chefe da aquicultura no Estado. O potencial é gigante, economicamente rentável, com mercado consumidor popularizado. Esses fatores aliados a incorporação de níveis tecnológicos, novos manejos de cultivo, incremento da saúde animal, poderá vir a duplicar ou até triplicar a atual produção".

Cericato cita dados já divulgados pelo governo estadual, de que existem no Ceará cinco polos produtores, desenvolvidos no Orós, Castanhão, Fortaleza, Pentecoste, Sobral e Banabuiú.

São 125 açudes, 100 empresas e 500 produtores em atividade. O Orós mobiliza nove municípios com 11 açudes; o Castanhão envolve seis localidades e sete barragens; Fortaleza abrange seis cidades e seis açudes; Pentecoste, seis e nove, respectivamente; Sobral concentra 11 municípios produtores e 15 barragens e Banabuiú, 12 localidades e 15 açudes. Segundo ainda o médico-veterinário Leonardo Cericato, a cultura de tilápia no Ceará utiliza produção intensiva em tanques-rede, sistema bastante difundido. "Esse modelo tem alta densidade de estocagem, o que torno o processo bastante atraente, economicamente".

"Mas, existem ferramentas de ordem medicinais que se utilizadas podem incrementar ainda mais o potencial produtivo local", acrescenta.

Neste contexto, a Intervet Schering Plough pretende colocar no mercado, a partir de 2011, uma vacina animal voltada para o setor de aquicultura. "É algo inédito, que coloca a empresa como pioneira nesse tipo de tecnologia", pontua.

 

Fonte: Jornal Diário do Nordeste


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