
Publicado no Diário Oficial da União (DOU), o decreto assinado pelo presidente Lula cria a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém. O próximo passo, agora, é a criação da empresa que vai gerenciar o empreendimento e criar toda a infraestrutura necessária
Segundo Eduardo Diogo, diretor de desenvolvimento setorial da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), com a publicação do decreto presidencial, o Estado tem 90 dias para criar a empresa que vai gerenciar a ZPE. “O governo já destinou R$ 26 milhões para a implantação da empresa e para o início dos trabalhos de infraestrutura. Entre as obrigações, a empresa será responsável por construir o projeto de alfandegamento junto à Receita Federal”, explicou.
Por meio de nota o governador do Estado, Cid Gomes, destacou que os trabalhos em execução para garantir a infraestrutura necessária para a ZPE foram pontos que aceleraram o decreto de criação. “A criação da ZPE do Ceará é uma vitória e um sonho antigo alcançado. A ZPE do Ceará será uma das mais modernas do mundo e já nascerá com um empreendimento de grande porte, que é a siderúrgica, que já está em obras. Outras diversas empresas e indústrias já se apresentaram querendo também fazer parte, o que demonstra que estamos no caminho certo”, afirmou o governador.
A ZPE do Pecém será instalada em uma área de 4.271,41 hectares, no município de São Gonçalo do Amarante, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), a cerca de 60km de Fortaleza.
O terreno da ZPE foi considerado como de utilidade pública por meio de Decreto Estadual. O CIPP foi concebido para abrigar atividades diversas, tendo como infraestrutura e equipamentos previstos: gasoduto, usina termelétrica, energia convencional e possibilidades de utilização de formas alternativas (eólica e solar), ferrovia, refinaria, siderúrgica, porto e atividades industriais relacionadas. A ZPE ficará a 20 km do cais do porto.
Competitivo
Ainda de acordo com o diretor de desenvolvimento setorial da Adece, a ZPE do Pecém pode fortalecer todo o potencial competitivo da siderúrgica. “Enquanto a ZPE do Atlântico, no Rio de Janeiro, custou U$ 7 bilhões para a produção de cinco milhões de toneladas de aço por ano, a ZPE do Pecém está orçada em U$ 6 bilhões para a produção anual de seis milhões de toneladas de aço. É muito mais competitivo e com menos recursos”, destacou Diogo. (Helaine Oliveira).