
Nos cinco primeiros meses do ano o Ceará teve, em termos percentuais, o maior crescimento do emprego industrial no Ceará, com 8,2%. O Estado também tem bom resultado na comparação de maio de 2010 com maio do ano passado: segundo lugar
O Ceará tem o maior crescimento este ano do emprego na indústria, conforme revela uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o estudo, publicado ontem, o Ceará tem crescimento de 8,2% no emprego industrial no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. Logo atrás está a Bahia, com 5%. O terceiro lugar também é do Nordeste: Pernambuco, com 4,9%. O percentual do Brasil foi de 1,9%.
A estatística se refere ao pessoal ocupado no setor. De acordo com o IBGE, são pesquisados 18 setores da indústria. No Ceará o maior percentual de crescimento nos cinco primeiros meses foi o setor calçadista e de couros, com 20,9%. Já o setor de alimento e bebida cresceu 7,9% no período.
“Muitas empresas (do setor calçadista) saíram do Sul para o Nordeste, de São Paulo para o Nordeste”, lembra o Fernando Abritta, da Coordenação de Indústria do IBGE. “Várias empresas grandes”, completa.
O desempenho do Ceará também é satisfatório se avaliado o crescimento de maio de 2010 em relação a maio do ano passado. Foi o segundo maior percentual do Brasil, atrás somente de Pernambuco.
De acordo ainda com a pesquisa, o Ceará em maio último cresceu 8,1% sobre maio do ano passado. Já em Pernambuco o percentual foi de 8,3%. Já em termos nacionais o crescimento foi de 4,2%. A região Nordeste, no entanto, superou o dado nacional, com 6,1%.
Dez estados e cinco regiões brasileiras são pesquisados pelo IBGE.
Fernando Abritta lembra que, em setembro de 2008, a indústria teve recordes na taxa de emprego, mas veio a sofrer queda com a crise. O IBGE verificou recuos até julho do ano passado. Nesse mês o índice passou a subir de forma lenta. Somente em fevereiro deste ano houve um resultado positivo em comparação ao mês imediatamente anterior.
De acordo ainda com a pesquisa, o crescimento do emprego industrial de forma nacional foi de 4,2% se comparado com maio do ano passado. Foi o quinto resultado positivo de forma consecutiva.
A principal influência sobre a média global veio de São Paulo, com 3,3%. O Nordeste, por sua vez, vem logo em seguida, com 6,1%. O crescimento nacional em relação ao mês anterior, abril, foi de 0,3%.
Os bons resultados nos cinco primeiros meses do ano somam 2,4% de expansão nacional do emprego da indústria, na série livre de influências sazonais. O maior crescimento nacional no acumulado veio do setor têxtil, com um percentual de 5,59%. Madeira, com -9,8%, e vestuário, com -1,7%, sofreram quedas.
EMAIS
PESQUISA DO IBGE
A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a indústria é publicada mensalmente, envolvendo dez estados e cinco regiões. É publicada desde 1968.
Os locais pesquisados são as regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul; e os estados de Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além dos resultados nacionais.
NÚMEROS
3,1
POR CENTO FOI O CRESCIMENTO DO NÚMERO DE HORAS PAGAS NA INDÚSTRIA DE JANEIRO A MAIO
0,8
POR CENTO FOI O RECUO DO VALOR DA FOLHA DE PAGAMENTO REAL EM MAIO, COMPARANDO-SE A ABRIL