
Vilson Antonio Simon diz queos recursos serão destinados à melhoria de processos e expansão da produção
Líder na produção de medicamentos veterinários no Brasil, a Intervet/Schering-Plough investirá, neste ano, US$ 3 milhões (cerca de R$ 5,4 milhões, considerando o dólar a R$ 1,80) na sua unidade localizada em Fortaleza, onde produz vacinas contra a febre aftosa. O valor é mais do que o dobro do investido na fábrica no ano passado, quando foram alocados R$ 2 milhões. Os recursos, segundo o diretor-presidente da empresa, Vilson Antonio Simon, serão destinados à melhoria de processos e expansão da produção.
Segundo Simon, o montante de investimentos está aprovado já tendo sido adquirido, inclusive, uma centrífuga, que melhorará a concentração da vacina - chamada de Aftovacin. Somente este equipamento custa cerca de R$ 3 milhões e, em 30 dias, chegará a Fortaleza, e começará a ser instalada. "O restante dos investimentos estarão voltados para a expansão da produção", esclarece o diretor-presidente. Hoje, a unidade cearense é a única da Intervet/Schering-Plough a produzir as vacinas anti-febre aftosa, sendo líder no Brasil nesse mercado.
Além dela, somente duas outras empresas no País trabalham na fabricação do produto. A fábrica cearense produz, anualmente, 135 milhões de doses do antídoto, que são distribuídas para todo o Brasil. A expectativa é de que, até o fim do ano, ela expanda a sua produção para 160 milhões de doses anuais. Além da unidade em Fortaleza, a empresa possui ainda fábricas em Poti e em Cruzeiros, municípios paulistas, onde são fabricados outros produtos veterinários. As três indústrias, juntas, devem somar, em 2010, um faturamento de R$ 430 milhões, segundo aponta Simon. "Apesar de haver a expectativa de crescimento de 7% no mercado veterinário este ano, nós pretendemos crescer, neste período, 14% em relação ao ano passado", prevê. Segundo o diretor-presidente, a meta se torna possível com a intensificação dos trabalhos na área de produtividade da empresa.
A Intervet/Schering-Plough também pretende intensificar as atividades em saúde pública, com soluções para doenças em pequenos animais, como a Leishmaniose, conhecida como calazar. Em 2009, em virtude de uma crise no setor da pecuária, os negócios da empresa não tiveram crescimento. Já para este ano, destaca Simon, a realidade está propícia para a atividade. "A pecuária volta a crescer, o Brasil volta a exportar de forma significativa. Isso vai incentivar os negócios", justifica o diretor-presidente, ressaltando que o Brasil possui a segunda maior operação no comércio em saúde animal do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
No fim de 2009, a Schering-Plough concluiu a etapa de fusão com o grupo Intervet - que também atua na área de saúde animal. Além desta fusão, a Schering-Plough já une, desde 2002, as atividades da Coopers no Brasil, empresa reconhecida mundialmente no ramo.
Fonte - Jornal Diário do Nordeste undefined undefined